Desalinha – Fotografia de arquitectura

Dialectos urbanos

2015-2016

A cidade portuguesa é feita de sobreposições. Lisboa vive e cresce num contínuo processo de adição e substituição, onde a memória do passado persiste e continua a confrontar o presente. A separação entre moderno e antigo não segue uma linha certa, e a coexistência entre dois tempos distintos é transversal no território urbano.
A transição de ruas e bairros anunciam tempos diferentes, mas assiste-se a uma convivência integrada de diferentes linguagens em gerações distintas.
De manhã, o percurso inicia-se no movimento moderno do início do séc. XX, atravessa-se Lisboa ao encontro das sobreposições da cidade histórica, pontuada por referências contemporâneas de formalismos e tecnologias opostas, e termina com a reacção do pós-modernismo ao racionalismo.
A convivência descomprometida dos diferentes tecidos urbanos e da justaposição dos elementos que os compõem é o reflexo de uma cidade construída por pessoas que aceitam os desafios contemporâneos.